A nossa casa é um lugar Onde se pode escutar A cantiga de um alfinete Quicando no lençol frio do chão Quando ainda é (deveria ser) tempo De todo silêncio está amordaçado Pelos grunhidos do amor. Nossas noites servem apenas Para o sono inevitável que chega, Nossos dias para as tarefas que Fadigarão-nos para a noite. E o tempo passa. No meio de tudo só existe eu e você E no meio de nós, como criança Assustada do escuro, um silêncio sepulcral Que de tão mudo, chega a me lançar Em um grande turbilhão de vozes. Eu te olho... Você dorme! Posso ver e sentir o hálito quente Do silêncio dando gargalhadas de mim Chorando sua ausência tão presente, Lamentando sua presença Tão distante. |